Sangue No Inverno, Mons Kallentoft - Malin Fors # 01

Olá, pessoas! ʕ≧ᴥ≦ʔ Hoje venho contar o que achei deste livro que me intimidou por tanto tempo, por causa do número de páginas.

Informações:
Título:                         Sangue No Inverno - Malin Fors # 01
Gênero:                       Policial,
Editora:                      Benvirá
Ano:                            2011
Páginas:                      500
Autor:                         Mons Kallentoft
Sinopse: É o inverno mais frio dos últimos tempos. Perto de Linköping, no coração da Suécia, um homem é encontrado morto, pendurado numa árvore. O estado do corpo faz lembrar os rituais de uma antiga religião viking, em que, justamente nessa época do ano, se ofereciam animais e seres humanos aos deuses em troca de felicidade e bem-estar. Mas os tempos são outros. Terá sido mesmo uma oferenda ou tão somente um crime com requintes de crueldade? Lá do alto, sob as estrelas do céu, uma voz se faz ouvir. A detetive Malin Fors é a única capaz de percebê-la; uma presença que acompanhará de perto seus esforços para reconstruir o crime. Com sua sensibilidade aguçada e o apoio de Zeke, seu parceiro nas investigações, Malin terá de buscar as pistas encobertas pela neve. Sua única certeza é de que o achado irá abalar a vida tranquila da cidade e trazer de volta terríveis segredos há muito escondidos...

Em um rigoroso inverno sueco, a polícia de Linköping se depara com um caso intrigante e cruel. Um homem obeso foi morto, com vários ferimentos que o deixaram irreconhecível, e depois pendurado em uma árvore, congelando.
A equipe da policial Malin Fors passa a investigar o caso, e tudo aponta para um ritual viking antigo, que pode ter seguidores atualmente. Mas, a medida que seguem pistas, os investigadores percebem que precisam reconstruir quem é a vítima, para poder descobrir quem poderia odiá-la tanto a ponto de cometer o ato.
Sangue no Inverno é um livro que estava na minha estante há mais de um ano, e que eu evitava ler por seu tamanho, 500 páginas. Depois de colocá-lo em minha meta de leitura, não tive outra opção a não ser encará-lo. Eu sempre gostei de um romance policial, mas tinha medo de que esta grossura do livro tenha como causa a enrolação que muito vemos.
Nada é seguro, tanto em relação à morte como em relação ao amor.
Comecei uma vez e a leitura não fluiu; abandonei. Depois, comecei de novo, desta vez com mais garra, e acabei me prendendo á estória. Foi muito interessante como, desde o começo, o autor faz um paralelo com a vítima do crime, mostrando sua visão, sem contar quem a matou, e narrando, de forma poética e intensa, como é estar "do outro lado".
O livro é narrado em terceira pessoa, com foco em vários personagens, e tem um ritmo bom, mas ás vezes lento. Infelizmente, a temida enrolação aconteceu; há muitas passagens com descrições minuciosas e detalhes dispensáveis da vida dos personagens. Claro que é importante conhecer a heroína do livro, e Malin tem uma grande personalidade e competência, mas nem sempre é um ponto positivo estes detalhes quando o assunto é a ansiedade pela solução do mistério.
Ás vezes o ritmo cai por causa disso, e outras vezes cai porque os investigadores parecem andar em círculos. Grande parte permanece seguindo pistas falsas, sem esperança de uma reviravolta, e isso deixa cansativo e nos faz quase perder o interesse.
Mas há muitos pontos positivos. Há vários mistérios pequenos, que fazem os personagens cavarem cada vez mais fundo, desenterrando antigos segredos de uma família, e passagens que levam à reflexão de certos assuntos, como violência e como ela é mais comum em pessoas que foram crianças negligenciadas. Muita coisa sobre esta parte me lembrou o filme Um crime americano.
Felizmente, nas últimas 100 páginas surge uma luz que leva Malin e seus companheiros a um novo rumo, tornando as coisas interessantes e trazendo a tão pedida reviravolta. Gosto de policiais que me surpreendem ao revelar o culpado do crime e consegui me surpreender com esta revelação.
Então a leitura cria um ritmo acelerado que faz o resto do livro voar, enquanto surge a ansiedade para o desfecho. Infelizmente, o final deixou a desejar muito em alguns pontos.
A tensão esteve na medida certa, mas a estória pecou ao não contar exatamente qual foi a motivação do crime, além dos segredos com relação a certa família presente na estória, e um outro mistério de alguns anos atrás, que tomou grande parte do livro e deixou o leitor tão curioso.
(...)Não se pode evitar, não é verdade? Por mais que se faça, sempre se está ligada ao passado, não é assim? É como se estivesse ligada ao passado, não é assim? É como se estivesse presa a um poste com uma corda. Uma pessoa pode se mexer, mas jamais consegue se soltar.
Me irritou, porque o autor não se esqueceu dos mistérios, apenas não quis inventar nenhuma solução mesmo. O epílogo traz a conclusão de que nem todas as perguntas podem ser respondidas, e isso foi bem frustrante.
Mesmo assim, com os pontos negativos, considero o livro uma boa leitura, que os fãs de policial vão gostar. Não me satisfez por completo, mas não foi tempo perdido, nem um livro ruim. É uma leitura forte, com muitas descrições.

Avaliação:
★ ★ ★ ☆ ☆
Compre aqui.

capas nacionais
Sangue no Inverno é o primeiro livro da série que traz como protagonista a policial Malin Fors. Os volumes seguintes são Sangue no Verão, Sangue no Outono e Sangue na Primavera, todos publicados no Brasil pela editora Benvirá. Além destes, há também The Fifth Season e Water Angels, ainda publicados somente no exterior. Tenho certa curiosidade em conhecer os próximos livros mas, como me decepcionei um pouco com o primeiro, não estarão na minha lista de prioridades. Saiba mais sobre cada livro aqui.