I Have The Right To Destroy Myself, Young Ha Kim

Oláa, boa noite! (๑`^´๑)۶ Saindo mais uma resenha literária, deste livro que fazia tempos que estava querendo ler e finalizei ainda na tarde de hoje.

Informações:
Título:                        I Have The Right To Destroy Myself
Gênero:                      Ficção, Romance
Editora:                     Mariner Books
Ano:                           2007
Páginas:                     119
Autor:                        Young Ha Kim

Sinopse: A spectral, nameless narrator haunts the lost and wounded of big-city Seoul, suggesting solace in suicide. Wandering through the bright lights of their high-urban existence, C and K are brothers who fall in love with the same woman - Se-yeon. As their lives intersect, they tear at each other in a struggle to find connection in their fast-paced, atomized world. Dreamlike and cinematic, I Have the Right to Destroy Myself brilliantly affirms Young-ha Kim as Korea's leading young literary master.

Em I Have The Right To Destroy Myself, conhecemos um narrador que não revela seu nome, nem muito sobre si. Ele é um apreciador de arte e viagens, sempre observador do mundo ao redor e das pessoas, uma vez que é importante para seu trabalho: ouve os problemas e perturbações das pessoas que o encontram e, por consequência, ajuda àquelas que precisam a acabarem com a própria vida. Ele não mata ninguém, apenas os auxilia.
Novels are food for the leftover hours of life, the in-between times, the moments of waiting.
E, assim como sabe que todos têm, de certa forma, necessidade de contarem ao mundo sobre suas inquietações, o não identificado escreve e pretende publicar sobre alguns de seus clientes. Precisamente, estes clientes, do sexo feminino, acabam fazendo parte mais cedo ou mais tarde da vida dos irmãos C e K.
People unconscinously want to reveal their inner urges. 
Eu estive sempre curiosa sobre este livro, por gostar tanto do título, e agora estou um pouco incerta da minha opinião. Por um lado, gostei da narrativa; é simples, preguiçosa, e apenas faz com que você queira continuar lendo, mesmo que nada interessante esteja acontecendo.
There are only two ways to be a god: through creation or murder.
Ficava curiosa para saber mais sobre o trabalho do narrador, mas depois vi que ele não revelaria tanto. Depois, pensei que iríamos acompanhar a vida de C e K, que formam um triângulo amoroso com uma garota excêntrica. Também não foi nada disso. Na verdade, acho que não há um foco certo.
"I guess we're both fugitives," I commiserated.
"What are you running from?"
"Im not in such a desesperate situation as you. I always run from myself. (...)"
A estória apenas paira aqui e ali, indo ao relacionamento dos três personagens, voltando ao narrador, depois seguindo sobre uma nova personagem...É estranho, mas depois que percebi isso, foi até agradável essa experiência de apenas me deixar levar pelo que o autor quer contar.
I Want to disappear because I love. — Yu Ha, "Looking At A Warbler's Nest"
Posso dizer que é um daqueles livros que foca no desenvolvimento, com estória dentro de estória, sem nada guardado para o futuro nem revirando o passado. Não posso dizer que é carregado de reflexões como eu pensava que seria - porque não é -, mas tem algum charme diferenciado que não deixou-no ser uma decepção.
"I see. It's funny, the truth makes people uncomfortable, but a lie gets people excited. Isn't that right?"
Há toda essa construção humana de cada personagem que ali aparece, é interessante como o autor aborda sobre pessoas tão desesperadas por dentro. Além disso, não é como em outros romances onde você tem um favorito ou algo assim, porque são pessoas comuns, com fantasmas comuns. Quanto ao narrador, acredito que ele seja tão solitário quanto as pessoas que o contratam. Talvez por isso ele as entenda...
But no matter how you die, the world always stays the same.
Mas admito que não deixei de estranhar e ficar um pouco desconfortável, devido a forma com penso, com a simplicidade e até descaso como a vida é retratada em I Have The Right To Destroy Myself.
"Nobody can save anyone," I replied.
E então, será que temos mesmo o direito de simplesmente não viver mais? É uma pergunta tão complexa, mesmo para quem não esteja preso a construções sociais ou conceitos religiosos, acredito.
"But that's a dumb question. Nobody thinks he lives in a amazing place," she countered. She was right. 
É desconfortável, para mim, pensar em jogar fora uma vida assim, ainda mais quando não há problemas psicológicos envolvidos, como o livro sugere. Mas talvez a vida que cada um leva tem um peso diferente sempre.
Sometimes fiction is more easily understood than true events.
No fim, eu dei metade das estrelas porque nem eu mesma sei se consegui captar o propósito do livro, ou mesmo se havia algum ali. Porém, ao mesmo tempo, foi uma leitura que até gostei. De fato, um livro diferente, que me fez sair da zona de conforto.

Avaliação:
★ ★ ★ ☆ ☆
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