A Vingança Está Na Moda, Rosalie Ham

ヾ(๑ㆁᗜㆁ๑)ノ” Havia conhecido primeiro o filme e, quando soube desse livro, que o inspirou, procurei lê-lo. Possuía algumas expectativas sobre a leitura, e a mesma acabou deixando a desejar bastante.

Informações:
Título:                       A Vingança Está Na Moda
Gênero:                     Romance
Editora:                    HarperCollins Brasil
Ano:                          2016
Páginas:                    288
Autor:                       Rosalie Ham
Sinopse: Apesar de ter sido escorraçada de sua cidade natal quando criança, Tilly Dunnage decide voltar, já adulta, em busca de uma nova vida. Munida de sua máquina de costura e seu requinte único, ela impressiona as mulheres provincianas de Dungatar com seus conhecimentos das últimas tendências da moda, mas não recebe muito em troca. Então, decide arquitetar um plano bem mais sombrio. Sem descer do salto. Com muito humor negro e um tom satírico leve, Rosalie Ham conta uma história intrigante de amor, aceitação e vingança em meio às fofocas de um pequeno vilarejo. Ela convida o leitor a visitar o interior da Austrália e a conhecer personagens fascinantes cheios de intrigas, conduzindo a narrativa até uma reviravolta surpreendente.

Tilly Dunnage voltou à sua cidade natal, Dungatar, após muitos anos. Ela nunca foi feliz e praticamente foi expulsa de lá, porém tem ali sua mãe e o desejo de recomeçar sua vida. Ela é hoje uma estilista talentosa e convive com os fantasmas do passado.
Parecia forte, mas abatida.
A Vingança Está Na Moda me pareceu uma leitura interessante mas, logo de início, não foi o que eu esperava encontrar nesse livro. Começando pelo fato de que a estória foca bastante nos escândalos da pequena cidade, mostrando muitos personagens. Sou muito ruim quando se trata de personagens demais, e demorou bastante tempo para eu começar a associar nomes à personalidades.
Ela pensou no que tinha deixado para trás e na vida para a qual havia retornado.
Foi complicado, também, selecionar quem seria importante de verdade ali mas, depois que me acostumei à maioria destes, a leitura fluiu bem melhor. Só que foi ruim não haver foco 100% em Tilly, pois eu estava realmente curiosa para saber o que ela fez no passado para merecer ir embora, e porquê todos ali odiavam-na e à sua mãe.
 – Nada jamais muda de verdade, Myrtle.
O que me segurou mesmo na leitura foi essa curiosidade, mas ela também possui como ponto positivo o generoso foco em moda. São ótimas as descrições dos mais variados modelos que Tilly faz para as pessoas daquela cidade, me deixou viajando entre as possibilidades da alta costura.
 – Não é isso... é pelo que fiz. Ás vezes me esqueço, e justo quando estou... é culpa, o mal dentro de mim. Carrego comigo, em mim, o tempo todo. É como uma coisa negra, um peso...Fica invisível e, assim que me sinto segura, a coisa volta...(...)
Há também muita crítica pois o enredo é cheio de fofocas e hipocrisia, mas não deu certo o conjunto. E é engraçado como, entre tantas personalidades, Tilly é a menos trabalhada. Ela me pareceu alguém séria e fria, uma pessoa que não guarda nada de interessante, apesar de eu ter ficado com pena. Ansiava mais desse mistério envolvendo a personagem, esperava revelações bombásticas e explicações sobre tudo que aconteceu, sobre esses rumos estranhos que a vida dela toma. Além disso, não houve outro personagem que me instigasse, todos eles eram bem insuportáveis.
É um enredo sobre vingança, imaginava então algo chocante e cheio de sangue e emoções, mas esta também é bem sem graça. Então, essa estória não é um thriller cheio de suspense e reviravoltas, nem uma estória engraçadinha de cidade pequena, com lições e personagens cativantes. Não sei bem como classificar esse livro, não consegui captar diretamente o que ele transmitiu, não foi nada do que eu imaginava e gostaria de ter lido.

Avaliação:
★ ★ ☆ ☆ ☆