Nada, Janne Teller

Olá, hoje tem resenha mais uma literária! ╰(*´︶`*)╯

Informações:
Título:                        Nada
Gênero:                      Romance
Editora:                     Record
Ano:                           2013
Páginas:                     128
Autora:                      Janne Teller
“Nada importa.” “Você começa a morrer no instante em que nasce.” Pierre Anthon está no sétimo ano e tem a certeza de que nada na vida tem importância. Por isso, ele decide abandonar a sala de aula e passar os dias nos galhos de uma ameixeira, tentando convencer seus companheiros de classe a pensar do mesmo modo. Agora, diante da recusa do menino de descer da árvore, seus colegas farão uma pilha de objetos que significam muito para cada um deles, e com isso esperam persuadi-lo de que está errado. A pilha começa com uma coleção de livros, uma vara de pescar, um hamster de estimação... Contudo, com o passar do tempo, os participantes se desafiam a abrir mão de coisas ainda mais especiais. A pilha de significados logo se transforma em algo macabro e doentio, que coloca em xeque a fé e a inocência da juventude. Após grande aclamação da crítica e inúmeros prêmios, Nada é considerado um clássico moderno, tendo vendido cerca de 240 mil exemplares na Alemanha e com direitos de tradução para 22 países. Printz Honor de 2011.

Pierre Anthon começava um novo ano na escola, junto à seus colegas do sétimo ano. Mas, no primeiro dia do ano letivo, ele simplesmente se levantou e saiu da sala, alegando que tudo era uma perda de tempo, que todos morrem no final e que nada importa.
Essas declarações parecem despertar algo na turma que passa, então, a ouvir todos os dias Pierre, de cima de uma ameixeira, recitando fatos e mostrando como tentar viver é inútil.
Cansados disso, lembrando-se de tudo que eles amam e têm significado para eles, os alunos decidem dar um jeito nisso. Chegam, mais tarde, à ideia de juntar coisas que tenham significado para eles, como livros, tamancos, um pente...O intuito seria juntar o máximo de coisas significantes possíveis e mostrar a Pierre, para que ele veja o quanto há coisas que importam no mundo.
Há muito tempo eu havia lido uma resenha de Nada e ficado extremamente curiosa, pois citava que essa pilha de coisas com significados para a turma começa a tomar rumos doentios ao decorrer das páginas. Fiquei muito curiosa para saber que tais rumos eram estes e, sim, são realmente rumos doentios HAHA
No começo parece uma estória simples infantil, com lições bobinhas que você espera aprender no final mas, cada vez mais, tudo vai ficando tão esquisito e sombrio. Passa a ser realmente um livro forte com, repetindo, rumos doentios.
Nada é narrado por Agnes, uma das alunas da turma, e a narrativa é fácil de se envolver e carrega reflexões tristes sobre tudo que Pierre diz e, principalmente, sobre as ações das crianças ali. Eu fiquei boquiaberta com muitas coisas, outras me incomodaram. É realmente um livro desconcertante.
"(...)e então um calafrio percorreu meu corpo enquanto eu pensava em quantas pessoas diferentes podem haver dentro de uma só pessoa."
É curtinho, dá para se ler rapidamente, e a curiosidade sobre como aquela estória macabra termina vai apenas contribuindo para que as páginas voem. Não achei, pelo menos para mim, que este livro trouxe reflexões novas ou revelações bombásticas que eu não tinha pensado, mas ainda assim é uma verdade triste. Tudo é esquecido, mais cedo ou mais tarde. E saber disso, nós que temos essa necessidade de deixar um legado, de fazer com que as pessoas lembrem de nós, é no mínimo abalador.
O final é desconcertante como todo o resto do livro, e não estou certa de qual mensagem a autora quis passar, ou se há mesmo alguma. Eu notei, entre todos os pontos, como a ilusão, alienação, é mais confortante para algumas pessoas que a verdade crua, esta pode fazer muita gente pirar.

Avaliação:
★ ★ ★ ★ ☆

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