Mangá Battle Royale

Olá, boa noite! ∩( ・ω・)/ Depois de tanto tempo lendo os volumes deste mangá aqui e ali, finalmente venci a preguiça e terminei de ler os quinze volumes! 

Informações:
Título:           Battle Royale
Editora:        Conrad
Ano:              2006
Gênero:         Distopia
Autor:           Koushun Takami
Volumes:       15
Sinopse: No país chamado Grande República do Leste Asiático, o governo autoritário realiza de tempos em tempos um experimento conhecido como O Programa, um jogo mortal televisionado para o país inteiro. As "cobaias" do experimento são selecionadas entre as classes do último ano do ensino médio de todo o país. As regras do jogo são simples: matar ou morrer até restar apenas um aluno sobrevivente. Os 42 alunos do 3º ano B jamais poderiam imaginar que sua classe seria a escolhida para fazer parte desse jogo de vida ou morte!

Na Grande República do Leste Asiático existe O Programa, uma espécie de reality show bizarro: todo ano é escolhida uma turma de estudantes prestes a se formarem, para então todos serem jogados em uma ilha desabitada, cada um com uma arma, e jogarem. Nesse jogo, somente um sai vivo.
Para esta edição do programa, os escolhidos da vez são 42 alunos do 3º ano B de uma certa escola. Quarenta e duas pessoas com sonhos, traumas, medos e paixões lutando entre si. É matar ou morrer, literalmente.
Eu sempre tive muita curiosidade sobre Battle Royale, ainda mais porque adoro um mangá com enredo bizarro assim. É legal como a cada volume há foco em algum personagem, contando sua estória quando eles são os perdedores do dia ou mesmo não. São vários personagens, porém é positivo como o autor consegue criar uma personalidade e histórias distintas para cada, ainda que alguns eu não consiga me lembrar bem.
De certa forma, os protagonistas mesmo são Shuuya, um garoto sonhador e bondoso, Noriko, a garota que gosta dele, e Shoga, que já esteve (e venceu) em uma edição passada de O Programa. Juntos, eles estão decididos a não participarem dessa carnificina e derrotarem a todos. Eles procuram angariar outros participantes para seu grupo, mostrando que podem conseguir e ninguém precisa matar ninguém.
Eu admito que estes personagens, mesmo sendo os por quem eu deveria torcer, não me agradaram tanto com toda essa esperança-turma-da-mônica. E Shuuya é tão sonso.
[Esse parágrafo pode conter spoilers] Outros personagens têm mais destaque, por permanecerem mais tempo no jogo, como Mitsuko e Kiriyama. Foram dois que me intrigaram muito mesmo e chegaram a comover por suas histórias. Só que eu esperava bem mais da Mitsuko. Ah, e um ponto positivo(?) para alguns é o super fanservice que ela proporciona. Kiriyama é bem fodão, a grande aposta do jogo, e até torci por ele de certa forma, mas nos últimos capítulos ele se mostrou realmente tão fodão que chegou a ser chato, sério. [/Esse parágrafo pode conter spoilers]
Battle Royale possui 15 volumes. O número é intimidador, mas é fácil de ler, a estória é boa. Entretanto, algumas vezes eu não senti vontade de ler o próximo volume imediatamente, achei repetitivo por vezes. Sempre acontece muita coisa em cada volume, várias mortes, e a estória anda bem com todo aquele clima de reality show, então não é chato.
O autor, Koushun Takami, tem uma grande imaginação e a arte é ótima, muito detalhada. É um mangá super sangrento, que não poupa mostrar cada morte com todos os detalhes, sangue e órgãos saltados, então quem não é fã de violência já sabe HAHA
Eu devorei os últimos capítulos, tanta agonia para saber como tudo terminaria. Devo admitir que os personagens que restaram foram brilhantes, mas não pude espantar a sensação de que teria sido melhor de outro jeito. [Essa frase pode ser um spoiler, então selecione o texto para ler] Não sei se sou a única, mas acho que teria sido melhor, ainda que revoltasse muita gente, se o final não tivesse sido...feliz.[/Essa frase pode ser um spoiler, então selecione o texto para ler] Sei lá.
Eu me decepcionei com algumas coisas, mas de forma geral foi um ótimo mangá. Gostei mesmo de ler e recomendaria facilmente para quem curte uma distopia, estórias sangrentas, com personagens bem construídos e de quebra algum romance.

Avaliação:
★ ★ ★ ★ ☆
No Brasil, a editora Conrad publicou o mangá Battle Royale. Pelo que vi quando pesquisei, estão esgotados no momento, mas você pode encontrá-los em sebos como Estante Virtual

pôster no Brasil
Este mangá ganhou live action, intitulado Batalha Real, no Brasil, em 2000 e mais tarde outro, Batalha Real II, em 2003. Pelo que vi de cenas na internet, está com cara de que vai ser bem escroto como a maioria dos filmes antigos e os comentários não são dos mais animadores, mas pretendo ver assim mesmo HAHA Além do filme, em 2014 a editora Globo publicou o livro, intitulado Battle Royale mesmo, que também está na minha lista. 
Sinopse do primeiro filme: Um grupo de estudantes japoneses foi mandado para uma ilha deserta por um governo fascista. Munidos de provisões, armas e mapas, eles são dispersados pela ilha e têm de encontrar uns aos outros em três dias. Cada um tem de usar um colar que explode em caso de quebra das regras. Fonte.
capa do livro no Brasil
Sinopse do livro: Battle Royale é um thriller de alta octanagem sobre violência juvenil em um mundo distópico, além de ser um dos best-sellers japoneses e mais polêmico entre os romances. Como parte de um programa implacável pelo governo totalitário, os alunos do nono ano são levados para uma pequena ilha isolada e recebem um mapa, comida e várias armas. Forçados a usarem coleiras especiais, que explodem quando eles quebram uma regra, eles devem lutar entre si por três dias até que apenas um "vencedor" sobreviva. O jogo de eliminação se torna a principal atração televisiva de reality shows. Esse clássico japonês é uma alegoria potente do que significa ser jovem e sobreviver no mundo de hoje. O primeiro romance do jornalista Koushun Takami, tornou-se um filme ainda mais notório pelo diretor de 70 anos de idade, Kinji Fukusaku. Fonte

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