1984, George Orwell

Oláa, como estão? ꒰๑◠ꀾ◠๑꒱╯Venho hoje resenhar esse livro clássico da literatura mundial, terminado essa semana.

Informações:
Título:                     1984
Gênero:                   Romance, Distopia, Política
Editora:                  Companhia das Letras
Ano:                        2009
Páginas:                  416
Autor:                     George Orwell
Sinopse: Romance distópico clássico do autor britânico George Orwell. Terminado de escrever no ano de 1948 e publicado em 8 de Junho de 1949, retrata o cotidiano de um regime político totalitário de modelo comunista. No livro, Orwell mostra como uma sociedade oligárquica é capaz de reprimir qualquer um que se opuser a ela. O romance tornou-se famoso por seu retrato da difusa fiscalização e controle de um regime coletivista-socialista na vida dos cidadãos, além da crescente invasão sobre os direitos do indivíduo. Desde sua publicação, muitos de seus termos e conceitos, como "Big Brother", "duplipensar" e "Novilíngua" entraram no vernáculo popular. O termo "Orwelliano" surgiu para se referir a qualquer reminiscência do regime ficcional do livro. O romance é geralmente considerado como a magnum opus de Orwell. De facto, 1984 é uma metáfora sobre o poder e atuação dos regimes comunistas, Orwell o escreveu animado de um sentido de urgência, para avisar os seus contemporâneos e às gerações futuras do perigo que corriam, e lutou desesperadamente contra a morte - sofria de tuberculose - para poder acabá-lo. Ele foi um dos primeiros simpatizantes ocidentais da esquerda que percebeu para onde o estalinismo caminhava e é aí que ele vai buscar a inspiração: percebe-se facilmente que o Grande Irmão não é senão Stalin e que o arqui-inimigo Goldstein não é senão Trotsky. Explicando que seu objetivo básico com a obra era imaginar as consequências de um governo stalinista dominante na sociedade britânica, Orwell disse: "1984 foi baseado principalmente no comunismo, porque essa é a forma dominante de totalitarismo. Eu tentei principalmente imaginar o que o comunismo seria se estivesse firmemente enraizado nos países que falam Inglês, como seria se ele não fosse uma mera extensão do Ministério das Relações Exteriores da Rússia."

1984 nos apresenta o personagem Winston, um trabalhador comum, com uma vida monótona. Tudo seria algo normal se não fossem as características da sociedade onde ele vive: há muitos anos, ninguém sabe ou se lembra direito como, houve uma revolução que trouxe ao poder O Partido. Ele tem como imagem O Grande Irmão e possui um regime totalitário.
Dominar os sentimentos, controlar as feições, fazer o que todo mundo fazia, era uma reação instintiva. 
Todos os cidadães devem obedecer às regras do Grande Irmão. Tudo que fazem, desde seu trabalho à vida pessoal, é manipulado pelo partido, de forma que são sempre monitorados e doutrinados. Ninguém deve pensar por si mesmo, o governo dita o que é certo e o que é errado.
Viver dia a dia, semana a semana, esticando um presente que não tinha futuro, parecia um instinto irresistível, como os nossos pulmões sempre procuram inspirar, enquanto existe ar.
Winston, no entanto, sente dentro de si crescer cada vez mais o sentimento de revolta. Seus instintos gritam para que ele se rebele, que investigue o passado, que questione o modo como é controlado. Porém, ele deve ser extremamente cuidadoso em qualquer gesto pois quem vai contra as regras some "misteriosamente".
Nosso pior inimigo, refletiu, é o sistema nervoso. A qualquer momento a tensão que há dentro da gente pode-se traduzir num sintoma visível. 
Gostei muito da leitura de 1984 desde o início, a forma de narrativa do autor é realmente ótima e envolvente. Fiquei cada vez mais interessada nessa sociedade em que o livro se passa, onde há tantas coisas absurdas aos meus olhos.
A ideia de ser lunático, porém, não o perturbava grandemente. O horror era estar enganado.
É um livro que traz mesmo reflexões sobre política, como o controle às massas e, tendo como base a citação do autor na sinopse, os movimentos comunistas. Sem dúvidas, impressionante e impactante, uma vez que possui esse toque de realidade.
Ele percebia que os melhores livros são os que dizem o que já se sabe.
O enredo não se concentra principalmente na estória de Winston, já que foca mais nessas reflexões entrelinhas, e essa parte, do personagem, tomou rumos que me desinteressaram um pouco no decorrer da leitura. Não sei bem o que esperava, mas não fui gostando cada vez mais, à medida que a leitura fluía, como era de se esperar.
Alguns fracassos são melhores que outros, e é tudo.
Mesmo assim, gostei de acompanhar o personagem, admirada com esse sentimento de resistência que, acredito, todos nós tenhamos. Outro ponto positivo é que me impressionou muito o pano de fundo da obra, e fiquei bem revoltada com a forma que as coisas acontecem nesse mundo, no caso da história sendo reescrita da forma mais conveniente. Isso me revoltou profundamente porque pode-se dizer que sou bem obcecada por registros e passagens de tempo.

Avaliação:
★ ★ ★ ★ 

🌌 Bônus 🌌

#Livros

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