Little Fluffy Gigolo Pelu vol. 2, Zashiki Onna, Orochi (vols. 1 e 2), America

Boa noite, leitores! ʕ •̀ o •́ ʔ Nesses dias li uma boa quantidade de mangás e, nesse postão, trago as resenhas de vários juntos, já que não havia muito que eu pudesse falar sobre cada um individualmente.

Little Fluffy Gigolo Pelu
#02
No segundo volume de Little Fluffy Gigolo Pelu, o adorável alienígena segue em busca de sua noiva, aquela que irá ter seu filho. Segue o mesmo padrão do mangá anterior, com estórias inusitadas e obscenas, porém tão fofas que você até se esquece de que são pesadinhas, a cada capítulo.
Gosto muito dessa autora, Junko Mizuno, e adoro acompanhar as aventuras de Pelu, então li rapidinho. Fiquei um pouco triste por saber que ainda falta mais um volume, pois eu realmente torço para que ele encontre logo uma noiva, mesmo que eu adore ver como todas as moças que ele gosta acabam sendo problemáticas. Compre aqui (inglês).

Zashiki Onna
Hiroshi é um estudante que um dia se incomoda com o barulho no corredor, do lado de fora de seu apartamento. No apartamento vizinho uma mulher bate, insistentemente, à porta, querendo falar com o residente dali. Ela possui uma aparência assustadora e degradada e, sem querer, ele a deixa se envolver em sua vida.
Zashiki Onna tem um arte que estranhei de início, mas capricha bem nas cenas assustadoras (fiquei com calafrios daquela mulher, principalmente em vê-la roendo as unhas (que hábito horrível!!!)). O enredo é ok, mas estou um pouco cansada desse estilo: primeiro, o protagonista se assusta e faz de tudo para se livrar do fantasma, em seguida descobre que esse é, na verdade, o espírito de uma pessoa sofrida e vítima de algo (ás vezes causado pelo protagonista, ás vezes não) para, então, perceber ao final que não se trata de vítima alguma e sim uma força maligna sem propósito. Fim.
Gostaria que houvesse tido uma reviravolta interessante, para se destacar um pouco de outros mangás de terror. Mesmo assim, é um bom entretenimento. Leia aqui (traduzido para o inglês).

Orochi
Orochi é uma mulher misteriosa, com poderes sobrenaturais. Ela vaga pelo mundo, observando desde a vida até a morte, ás vezes, de algumas pessoas que considera interessante, em alguns momentos chegando a interferir em seus destinos. Cada capítulo traz uma estória de tamanho razoável, bem desenvolvida, com protagonistas diferentes.
Kazuo Umezu, o autor, é o senpai do Junji Ito e eu já havia, previamente, conhecido uma obra sua, a Kazuo Umezu No Noroi. Por isso, esperava em Orochi uma obra cheia de horror e cenas macabras. Infelizmente, não é bem isso que encontrei, pelo menos não nos primeiros dois volumes (são quatro ao total).
A primeira estória e segunda foram interessantes e possuíram algum terror, porém a maioria segue uma linha mais estória cheia de "plot twist", com algum sobrenatural. Esperava ilustrações dedicadas ao horror, com cenas macabras e bizarras (como a primeira estória da OVA citada), porém não é o que há nesse mangá. Mesmo que exista terror e sobrenatural, não há cenas horríveis e elaboradas.
Posso dizer que isso foi uma decepção para mim e, quando percebi que nenhuma estória trazia o que eu esperava, decidi interromper a leitura.
Penso que comecei pela obra errada do autor, sendo essa aqui para quem procura estórias leves, com reviravoltas imaginativas. Além disso, eu meio que enjoei de ver o dedo indicador da personagem toda hora HAHA Leia aqui (traduzido para o inglês).

America
America é sobre a vida de um grupo de amigos, jovens sonhadores. Eles compartilham a paixão e a vontade de ir para a América, a terra onde tudo é possível. Os capítulos narram as aventuras emocionais, conflitos amorosos e familiares, dessas pessoas.
O enredo não é muito especial e não tão envolvente de início, mas é interessante por tratar desse tema, os sonhos. Afinal, todos temos pelo menos um, alguma coisa que queremos muito mesmo, e procuramos lutar por isso.
São várias personalidades, com destaque para Nae, uma estudante aspirante a jornalista, que vive um romance proibido com um homem casado. Não simpatizei muito pelos personagens e a arte não é tão bonita, mas não é chato. Só que me passou mesmo a reflexão de que esses jovens, nós, temos essa ilusão de que o problema é o lugar - seja o país ou o presente. Leia aqui (traduzido para o inglês).